Contrabando de cigarros ilegais cresce no Paraná

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Contrabando de cigarros ilegais cresce no Paraná

O contrabando de cigarros ilegais no Paraná voltou a crescer no ano passado. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), o salto foi de 22% em relação a 2017, de acordo com uma pesquisa feita pelo Ibope Inteligência. No total, são vendidos cerca de 4 bilhões de cigarros ilegais por ano no Paraná. Isso representa 60% do mercado de cigarros no estado. O Paraná é a segunda principal porta de entrada para o produto vindo do Paraguai: só fica atrás do Mato Grosso do Sul. Para o presidente do ETCO, Edson Vismona, a principal explicação para essa alta é a questão econômica: um cigarro contrabandeado sai pelo menos 50% mais barato que o cigarro legal vendido no Brasil.

As marcas mais vendidas de cigarros ilegais no Paraná são a Classic e a Eight, de acordo com o estudo do ETCO. Vismona aponta uma contradição ética na compra do produto: segundo ele, ao mesmo tempo em que o brasileiro defende o combate à corrupção e ao desvio de dinheiro público, financia um mercado ilegal e responsável por uma sonegação fiscal bilionária. Só no Paraná, o estudo do ETCO apontou uma perda de quase R$ 300 milhões em impostos com o contrabando de cigarros em 2018. No Brasil, esse índice chega a R$ 11 bilhões.

Para Vismona, um cigarro contrabandeado é inseguro e faz mais mal à saúde do que o cigarro legal, porque não se submete às regras da Anvisa para o controle da nicotina. O ETCO pede reformas tributárias e repressão nas fronteiras para combater esse contrabando. A venda de cigarros no Brasil é taxada com alíquotas de 70% a 90%, enquanto que, no Paraguai, esse índice é de 18%.

O Ministério da Justiça já anunciou que estuda reduzir a alíquota para diminuir a penetração do cigarro paraguaio no Brasil. Uma portaria publicada em março instituiu um grupo de trabalho para avaliar a medida. A comunidade médica, porém, defende a taxação para desestimular a prática do fumo, que é nociva à saúde e causa doenças como enfisema, câncer de pulmão e problemas cardiovasculares.

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