Safrinha de milho na região deve ser 10% maior que no ano passado

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Safrinha de milho na região deve ser 10% maior que no ano passado

Menos de 10% das áreas agricultáveis cobertas com milho safrinha foram colhidas na microrregião de Marechal Cândido Rondon. “Tivemos colheitas nas áreas onde ocorreram alguns problemas com doenças, entre elas o ataque da cigarrinha do milho, que colocou essas lavouras no chão. Nessas áreas o milho caiu e o contato com o solo iniciou o processo de apodrecimento, de modo que o agricultor se obrigou a fazer a colheita para não perder esse milho”, diz o engenheiro Cristiano da Cunha, da Agrícola Horizonte, acrescentando se tratar de áreas relativamente ruins em termos de produtividade e qualidade.

No entanto, ele salienta que as próximas áreas que serão colhidas a partir do próximo dia 15, somam cerca de 70% das lavouras, e devem ter bom desempenho. “São áreas boas, com alto potencial produtivo. Caso o tempo abra, estas áreas terão poucos problemas quanto à qualidade de grãos. Em contrapartida, se o tempo continuar chuvoso, as áreas começarão a perder qualidade em função de apodrecimento, de grãos brotados na espiga, grãos avariados, entre outros”, pontua.

Segundo o agrônomo, as lavouras estão na fase de pré-colheita. “Quando chegar a mais ou menos 30%, 31% de umidade no grão, o milho entra na maturação fisiológica, ou seja, a qualquer momento pode ser colhido, o que depende apenas de perder água. O agricultor é quem define de 30% para baixo a umidade que ele vai colher”, expõe.

Todavia, Cunha frisa que muitos agricultores vão colher ao mesmo tempo, então a maioria das empresas só vai aceitar os grãos com umidade abaixo de 23%. “Porque senão causa um transtorno muito grande em termos de secagem, o que acaba acontecendo de parar o recebimento em função de umidade muito alta”, ressalta.

CHUVAS

Em relação às chuvas registradas no decorrer da última semana, o profissional salienta que o grande volume de precipitação pluviométrica impede que o grão seque, além da água que entra na espiga, o que ocasiona perda de qualidade e grãos brotando.

“Outra questão está ligada ao encharcamento de solo, pois o agricultor deve estar atento para realizar a colheita logo nos primeiros dias que o tempo abrir, pois causa compactação de solo muito severa e isto reflete na próxima cultura. É esperar alguns dias para o solo perder um pouco de umidade, para daí sim entrar com a colheitadeira”, orienta.

A previsão do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) indica predominância do sol entre hoje (04) e domingo (09), cujo tempo deve continuar aberto até o próximo dia 13. “O agricultor deve iniciar a colheita a partir do terceiro ou quarto dia de sol, o que segue até que venha a próxima chuva. O ideal seria de 30 a 40 dias sem chuva, porém são muito bons estes dez dias de previsão de tempo aberto”, salienta.

PLANTIO MAIS CEDO

O cultivo do milho safrinha foi adiantado em cerca de 20 dias na avaliação com igual período do ano passado. “Portanto, o grosso da colheita deve ocorrer a partir de 15 de junho, quando as lavouras estarão com esta umidade de 23% para baixo. O grande fluxo da colheita basicamente vai se concentrar de 15 de junho a 15 julho”, menciona o agrônomo.

Ele alerta para que os produtores tomem cuidados em relação à umidade do solo, que é o maior patrimônio e onde o agricultor investe a maior parte do capital em termos de fertilidade. “Não dá para causar um problema de compactação em função muitas vezes de ser um pouco ansioso para realizar a colheita. O agricultor precisa se preocupar com isto e cuidar do solo”, enaltece.

PREVISÃO

De acordo com Cunha, a projeção é bastante positiva em termos de produtividade e também de qualidade dos grãos. “Inúmeras áreas vão produzir 300 sacas de milho safrinha por alqueire, outras acredito que possam atingir próximo de 350 sacas por alqueire, o que não representa a média, porém casos pontuais. A média do ano passado ficou na faixa de 200 sacas por alqueire, sendo que a perspectiva para este ano é de 10% de ampliação em relação à safrinha do ano passado”, avalia, ampliando: “A safrinha do ano passado foi boa, contudo para este ano o milho ‘pegou’ uma fase mais favorável em termos de adquirir potencial produtivo justamente devido ao plantio antecipado.

Outro detalhe se refere ao preço, haja vista que 20 dias atrás a realidade era desanimadora com preços em queda, o que impedia vislumbrar uma recuperação. “Devido a um problema que ocorre nos Estados Unidos, que não consegue plantar o milho da safra de verão, a janela de plantio por lá praticamente já terminou e eles estão com 30% da área plantada em relação ao ano passado”, comenta o agrônomo. “O mercado internacional já percebeu isto, tanto que nos últimos dez dias o milho recuperou o preço no mercado interno, e até contratos futuros melhoraram na análise com alguns dias atrás. A perspectiva a curto prazo é de alta no preço em pleno período de colheita da nossa safrinha”, finaliza Cunha.

A saca de milho 60 quilos estava cotada na última segunda-feira (03) a R$ 29; até o meio-dia desta sexta (07) a cotação está avaliada em R$ 28 a saca.

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